PINHOLE [processo]

Experiência PINHOLE

Na UFCD de Tecnologias de Fotografia e Vídeo uma actividade desenvolvida foi a execução de fotografia com uma simples caixa preta, ao seja PINHOLE.

Considerei interessante transmitir a técnica PINHOLE, pois é um modo de dar a conhecer as técnicas da fotografia artesanal e alternativa, pois apesar da evolução tecnológica, é necessário esclarecer os princípios do processo fotográfico e desmistificar a complexidade da técnica da fotografia. Os formandos só com o conhecimento das técnicas elementares podem compreender a fotografia digital.

Usando excertos dos relatórios das formandas vou deixar a descrição de como decorreu esta actividade e a percepção que as formandas tiveram da mesma.

"Uma actividade muito interessante, pois através de uma caixa de sapatos, aprendemos que é possível tirar fotografias." Ângela Carvalho "... para mim não fazia sentido, fazer fotografia com uma simples caixa de sapatos." Cindy 

"Começamos por pintar as caixas de sapatos em preto, depois de as caixas estarem bem secas, passamos a isolar as caixas com fita isoladora preta, para não entrar luz pelos cantos, em seguida fez-se uma pequena abertura na caixa na qual colocamos um pouco de prata ..." Adélia  "... onde fizemos um pequeno orifício que funciona como lente e diafragma fixo em vez de uma objectiva." Rosa Maria

"Na escola arranjaram-nos uma casa de banho da qual fizemos uma câmara escura onde tapamos todas as janelas e orifícios com panos pretos. Aí nessa câmara escura colocamos tinas com os líquidos apropriados para a revelação." Rosa Maria  "... colocamos um pedaço de papel fotográfico dentro da caixa e tivemos o cuidado de que ficasse bem fechada, esta operação foi feita dentro de uma câmara escura." Paula Silva

"Escolhe-se um local que se queira fotografar, um sítio onde se possa pousar a caixa para não se mexer, aguarda-se alguns segundos para capturar a imagem e volta-se a tapar o buraco." Cindy
É importante "... ter em conta as condições atmosféricas para pudermos calcular o tempo de exposição para a obtenção da foto, sendo o resultando dependente das condições atmosféricas e do tempo de exposição." Elisabete

"O passo seguinte é a revelação, dentro de uma sala escura, tira-se o papel de fotografia e passa-se por três líquidos, o revelador, banho de paragem, o fixador e por fim passa-se muito bem por água corrente, para tirar os químicos todos." Cristiana   "... esta revelação é feita simplesmente com uma luz vermelha e bastante ténue ... no final do processo a fotografia é (..) pendurada a secar numa antecâmara." Manuela

"A primeira vez que fizemos a revelação foi com a ajuda da formadora, mas nas experiências seguintes já fiz todos estes processos sozinha." Rosa Maria    "... foi com admiração que vi surgir a imagem através de um processo tão simples e artesanal embora em negativo consegui reproduzir uma fotografia." Paula Silva

Pinhole de Paula Silva

Mas ainda é necessário passar a imagem obtida para positivo "... digitalizamos as fotos e utilizamos o Adobe Photoshop, software que estávamos a iniciar a aprendizagem, para passar as fotografias Pinhole para positivo e darmos uns retoques." Rosa Maria

"Devo confessar que sempre ouvi falar nesta técnica mas fui sempre muito séptica com o seu resultado, a minha primeira experiência, não correu bem (...) na segunda tentativa o meu cepticismo caiu por terra pois constatei que a fotografia pinhole é realmente uma certeza e funciona." Elisabete

"Para mim foi gratificante mas também não posso deixar de referir que se não fosse a paciência e a ajuda da professora Ângela não conseguia ver o resultado final que foi ver a minha própria fotografia." Lúcia Magalhães

Pinhole de Lúcia Magalhães

"Tudo isto foi muito gratificante pois ficamos a saber e a perceber como antigamente se trabalhava a fotografia." Ângela Carvalho  "Esta forma tradicional é muito divertida e adorei a experiência." Eliana

"O buraco da minha caixa foi direccionado para o jardim do CFPIC e fiquei admirada quando vi a fotografia a surgir através de um processo tão simples e artesanal." Márcia Gomes

"Gostei muito desta experiência, pois é uma técnica bastante acessível, muito interessante, e também bastante rápida e eficaz. Assim sendo foi das experiências que mais gostei pois consegui passar a mensagem sobre esta técnica aos meus filhos, aos meus familiares e todos eles acharam uma técnica inovadora e de fácil manejamento de materiais. (...) existe o Dia Mundial do Pinhole, assim sendo é com uma grande alegria que faço parte dos conhecedores do PINHOLE." Georgina Mendes

"Adorei esta experiência da qual nem sequer sabia a existência, com ela pude aprender uma nova maneira de fotografar que também é um dos meus hobbies." Rosa Maria

Violação dos Direitos Humanos

O seguinte trabalho integra-se no módulo de cidadania e profissionalidade na temática dos direitos e deveres.
Decidimos colocar o trabalho ao alcance de todos no nosso blogue, com o objectivo de chamar a atenção e sensibilizar o maior número de pessoas para a sistemática violação dos Direitos Humanos à escala mundial.


A nossa escolha recaiu sobre a situação que já conduziu à morte meio milhão de Darfunianos.

Resolvemos disponibilizar imagens e vídeos para que os visitantes do nosso blogue tenham uma percepção mais fidedigna da temática abordada. O preço do silêncio é demasiado elevado quando temos diante de nós um meio de comunicação com um potencial tão elevado.

Neste momento num país de África, mais propriamente no Sudão, na região do Darfur existe uma crise humanitária, desde 2003, quando dois grupos de muçulmanos não árabes começaram uma rebelião contra o presidente sudanês Omar Al-Bashir. Este deu ordem para o exército ripostar e concedeu-lhes liberdade total para massacrarem os Darfunianos indiscriminadamente. Até hoje, cerca de meio milhão de Darfunianos foram assassinados ou morreram devido à guerra, ou doenças, mais de 2 milhões tornaram-se refugiados, milhares foram violados e espancados, e foram destruídas centenas de aldeias. Vítimas de um conflito que continua a ser invisível para a generalidade da opinião pública.

Estes acontecimentos ainda hoje estariam esquecidos se não fossem os média que começarem a falar deste problema na televisão.

Foi com satisfação que vimos o actor de Hollywood, George Clooney, não a apresentar a máquina de café da “Nespresso”, mas sim a alertar o Mundo, dando-se ao trabalho de se deslocar pessoalmente com o pai a Darfur, usando a sua imagem pessoal para alertar o Mundo deste genocídio silencioso, deste matar indiscriminado, atingindo mulheres e crianças inocentes.

Sempre que lemos um jornal diário vemos relatos de assaltos, acidentes, notícias políticas que só interessam aos mesmos, mas estes problemas realmente importantes e de grande dimensão não são devidamente abordados, porque as pessoas preferem ignorar, e pensar que o mundo é maravilhoso, que não há crianças sem condições mínimas de sobrevivência, que não há crianças sem sonhos.

Nos nossos pensamentos África fica tão longe…

Mia Farrow no Sudão

Na Primavera de 2006 Mia Farrow, viajou com o filho, Ronan, de 17 anos, um dos porta-vozes da UNICEF para a juventude, até ao Darfur e disse: “O Darfur está numa crise humana de uma ordem de grandeza a que nunca tinha-mos assistido anteriormente.”

O arcebispo Desmond Tutu afirmou no site “Globe for Darfur”: - trata-se do sofrimento de pessoas reais e de aumentar a consciencialização para as atrocidades que se cometem todos os dias.
O Darfur apresenta a maior concentração de sofrimento humano, porém também é totalmente evitável se as pessoas o denunciarem.
As guerras, as secas, as ditaduras, muitas vezes são culpadas por um grande número de mortes de pessoas inocentes.


Violação de Direitos Humanos e de Democracia

Desde a ascensão de Omar Al-Bashir ao poder, e até antes deste período, o Sudão já era acusado de "deliberadas" violações dos direitos humanos dos seus cidadãos e, assim, de negar uma das principais características de um governo democrático. Enquanto é possível afirmar que Al-Bashir, em tempos recente, promoveu algumas reformas que procuraram levar o Sudão à democracia (no significado real desta palavra), os seus índices de respeito aos direitos humanos não são motivos de orgulho. O governo Sudanês desconsidera e viola os padrões universais de direitos humanos, o que o opõe à comunidade internacional. Nesse sentido, por exemplo, a antiga Comissão de Direitos Humanos da ONU (CDHONU) adoptou uma Resolução, em Abril de 2001, condenando Cartum, juntamente com o Irão e com a República Democrática do Congo (RDC), por violações de direitos humanos. A Comissão expressou as suas inquietudes e angústias em relação às deterioradas situações de direitos humanos nos três países em foco. No caso específico do Sudão, a CDHONU condenou, na sua totalidade, os impactos negativos da guerra civil entre norte e sul, e a violação dos direitos humanos.

A Assembleia Geral da ONU entrou em acção, condenando os índices de desrespeito aos direitos humanos do Sudão e adoptando, uma resolução em Dezembro de 1995. Além de desmascarar os terríveis registos de violação dos direitos humanos do Sudão, a Resolução, num forte tom, condenou o trabalho e a escravidão de mulheres e crianças de minorias étnicas. A Resolução, consequentemente, descreveu tais actos como "atrocidades". Em Dezembro de 2002, a ONU acusou o líder de Darfur de abusos contra os direitos humanos e, mais especificamente, da manutenção do Estado de Emergência, diminuição das liberdades de pensamento, religião, associação e expressão, imposição da pena de morte; assassinatos extrajudiciais e execuções sumárias, violações dos direitos das mulheres e das crianças, etc.

Como poderemos virar a cara ao lado diante desta grande calamidade. A história da Humanidade até ao presente está repleta de loucos que herdaram ou conquistaram o poder para de seguida mergulharem povos inteiros na barbárie.

Não podemos ser indiferentes a tudo isto. A cada instante conhecem-se notícias criminais de dor e alarme que se repetem em muitos lugares desta região do Oeste sudanês, não é com virar a cara ao lado que estas atrocidades vão desaparecer temos que olhar a realidade do nosso mundo de frente.





Formador: Gregório Ribeiro