Violação dos Direitos Humanos

O seguinte trabalho integra-se no módulo de cidadania e profissionalidade na temática dos direitos e deveres.
Decidimos colocar o trabalho ao alcance de todos no nosso blogue, com o objectivo de chamar a atenção e sensibilizar o maior número de pessoas para a sistemática violação dos Direitos Humanos à escala mundial.


A nossa escolha recaiu sobre a situação que já conduziu à morte meio milhão de Darfunianos.

Resolvemos disponibilizar imagens e vídeos para que os visitantes do nosso blogue tenham uma percepção mais fidedigna da temática abordada. O preço do silêncio é demasiado elevado quando temos diante de nós um meio de comunicação com um potencial tão elevado.

Neste momento num país de África, mais propriamente no Sudão, na região do Darfur existe uma crise humanitária, desde 2003, quando dois grupos de muçulmanos não árabes começaram uma rebelião contra o presidente sudanês Omar Al-Bashir. Este deu ordem para o exército ripostar e concedeu-lhes liberdade total para massacrarem os Darfunianos indiscriminadamente. Até hoje, cerca de meio milhão de Darfunianos foram assassinados ou morreram devido à guerra, ou doenças, mais de 2 milhões tornaram-se refugiados, milhares foram violados e espancados, e foram destruídas centenas de aldeias. Vítimas de um conflito que continua a ser invisível para a generalidade da opinião pública.

Estes acontecimentos ainda hoje estariam esquecidos se não fossem os média que começarem a falar deste problema na televisão.

Foi com satisfação que vimos o actor de Hollywood, George Clooney, não a apresentar a máquina de café da “Nespresso”, mas sim a alertar o Mundo, dando-se ao trabalho de se deslocar pessoalmente com o pai a Darfur, usando a sua imagem pessoal para alertar o Mundo deste genocídio silencioso, deste matar indiscriminado, atingindo mulheres e crianças inocentes.

Sempre que lemos um jornal diário vemos relatos de assaltos, acidentes, notícias políticas que só interessam aos mesmos, mas estes problemas realmente importantes e de grande dimensão não são devidamente abordados, porque as pessoas preferem ignorar, e pensar que o mundo é maravilhoso, que não há crianças sem condições mínimas de sobrevivência, que não há crianças sem sonhos.

Nos nossos pensamentos África fica tão longe…

Mia Farrow no Sudão

Na Primavera de 2006 Mia Farrow, viajou com o filho, Ronan, de 17 anos, um dos porta-vozes da UNICEF para a juventude, até ao Darfur e disse: “O Darfur está numa crise humana de uma ordem de grandeza a que nunca tinha-mos assistido anteriormente.”

O arcebispo Desmond Tutu afirmou no site “Globe for Darfur”: - trata-se do sofrimento de pessoas reais e de aumentar a consciencialização para as atrocidades que se cometem todos os dias.
O Darfur apresenta a maior concentração de sofrimento humano, porém também é totalmente evitável se as pessoas o denunciarem.
As guerras, as secas, as ditaduras, muitas vezes são culpadas por um grande número de mortes de pessoas inocentes.


Violação de Direitos Humanos e de Democracia

Desde a ascensão de Omar Al-Bashir ao poder, e até antes deste período, o Sudão já era acusado de "deliberadas" violações dos direitos humanos dos seus cidadãos e, assim, de negar uma das principais características de um governo democrático. Enquanto é possível afirmar que Al-Bashir, em tempos recente, promoveu algumas reformas que procuraram levar o Sudão à democracia (no significado real desta palavra), os seus índices de respeito aos direitos humanos não são motivos de orgulho. O governo Sudanês desconsidera e viola os padrões universais de direitos humanos, o que o opõe à comunidade internacional. Nesse sentido, por exemplo, a antiga Comissão de Direitos Humanos da ONU (CDHONU) adoptou uma Resolução, em Abril de 2001, condenando Cartum, juntamente com o Irão e com a República Democrática do Congo (RDC), por violações de direitos humanos. A Comissão expressou as suas inquietudes e angústias em relação às deterioradas situações de direitos humanos nos três países em foco. No caso específico do Sudão, a CDHONU condenou, na sua totalidade, os impactos negativos da guerra civil entre norte e sul, e a violação dos direitos humanos.

A Assembleia Geral da ONU entrou em acção, condenando os índices de desrespeito aos direitos humanos do Sudão e adoptando, uma resolução em Dezembro de 1995. Além de desmascarar os terríveis registos de violação dos direitos humanos do Sudão, a Resolução, num forte tom, condenou o trabalho e a escravidão de mulheres e crianças de minorias étnicas. A Resolução, consequentemente, descreveu tais actos como "atrocidades". Em Dezembro de 2002, a ONU acusou o líder de Darfur de abusos contra os direitos humanos e, mais especificamente, da manutenção do Estado de Emergência, diminuição das liberdades de pensamento, religião, associação e expressão, imposição da pena de morte; assassinatos extrajudiciais e execuções sumárias, violações dos direitos das mulheres e das crianças, etc.

Como poderemos virar a cara ao lado diante desta grande calamidade. A história da Humanidade até ao presente está repleta de loucos que herdaram ou conquistaram o poder para de seguida mergulharem povos inteiros na barbárie.

Não podemos ser indiferentes a tudo isto. A cada instante conhecem-se notícias criminais de dor e alarme que se repetem em muitos lugares desta região do Oeste sudanês, não é com virar a cara ao lado que estas atrocidades vão desaparecer temos que olhar a realidade do nosso mundo de frente.





Formador: Gregório Ribeiro

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